O presente texto procura demonstrar que, desde a gênese da Associação Portuguesa do Ensino Superior Privado (APESP), a função social da universidade europeia era parte integrante do seu modelo organizacional enquanto instituição social – na relação com comunidade e para a comunidade –, fundamentando essa perspectiva numa análise histórico-jurídica. A abordagem baseia-se em valores e normas fundamentais a serem incorporados pela comunidade acadêmica, uma vez que, no seu âmago, a universidade só se realiza como instituição se tiver obrigatoriamente uma função social. Analisa os processos de reforma da universidade portuguesa e o panorama geral da formação em responsabilidade social, bem como as suas repercussões no meio universitário. Conclui que existe hoje uma consciência de que “a formação para a cidadania e a intervenção ativa na comunidade assumem um papel cada vez mais relevante para fazer face aos principais problemas e desafios da humanidade. Nesse contexto, a universidade, enquanto instituição cidadã, tem uma responsabilidade social decisiva na construção do modelo de sociedade"

